Ferritina Alta ou Baixa – Sintomas, Causas, Como Tratar, O Que Comer e Dicas

Ferro

A ferritina é um complexo
formado por proteínas que tem como uma de suas funções armazenar e transportar
o ferro através do sangue. Além de atuar como um indicador de como anda a reserva
de ferro no organismo, a ferritina também está envolvida em processos
infecciosos e inflamações, podendo sinalizar que algo não está indo bem no
corpo.

Tanto a ferritina alta como a baixa servem para informar que há um desequilíbrio em nosso organismo que precisa ser corrigido para prevenir várias doenças incluindo a diabetes e a obesidade.

Descubra quais são os problemas de saúde desencadeados por ferritina alterada e qual é os valor de referência de ferritina, além de entender o que é preciso ser feito para normalizar os níveis no sangue.

O que é a ferritina?

A ferritina é um complexo proteico presente no interior das células que compõem grande parte dos tecidos do nosso corpo. Ela também pode ser encontrada no nosso sangue e no fígado, onde atua como um estoque de ferro para o organismo. É uma estrutura formada basicamente por proteínas que, dentre outras funções, armazenam o ferro e o transportam através do sangue.

A ferritina fica nas células e muito pouco dela está presente no sangue. Grande parte dela fica nas células do fígado, onde são chamadas de hepatócitos, ou no sistema imunológico, onde são chamadas de células reticuloendoteliais.

Além dos níveis de ferro
adequados, é importante ter uma boa quantidade de ferritina no organismo para
que o corpo tenha um reserva de ferro quando precisar. Como tudo no nosso corpo
precisa estar em equilíbrio, qualquer alteração (para mais ou para menos) no
sangue indica que algo está errado.

Funções

De acordo com estudo de 2011 publicado no periódico Biochimica et Biophysica Acta, a ferritina é muito importante para armazenar ferro dentro das células.

O ferro, quando livre no organismo, pode ser tóxico para as células. Assim, um dos papéis da ferritina é capturar esse mineral, evitando que ele interaja com outras substâncias presentes no corpo e danifique células e outras estruturas, liberando o ferro apenas quando o corpo necessita.

Fazendo uma analogia, a ferritina é uma espécie de bolsa que carrega o ferro que só é aberta quando o corpo precisa dele.

A ferritina fica
“guardada” nas células até a hora da produção de mais glóbulos vermelhos (meio
de transporte de oxigênio e de nutrientes como o ferro), momento em que o corpo
sinaliza para a liberação do complexo. Uma vez liberada, ela se liga a uma
substância chamada de transferrina, que é uma proteína que se liga a ela para
que ocorra o transporte até o local da produção dos glóbulos vermelhos.

Segundo pesquisa publicada
em 2015 na revista científica Nutrients,
a ferritina também participa de processos de desintoxicação celular, já que uma
vez que o ferro é capturado pela ferritina, as espécies reativas e prejudiciais
à saúde por meio de reações químicas de outros componentes com o ferro deixam
de ser formadas.

Importância do exame de ferritina

O nosso corpo depende da
presença de ferro em quantidades suficientes nos glóbulos vermelhos para
transportar oxigênio para as células. Quando não há ferro suficiente, o
transporte de oxigênio e nutrientes é prejudicado.

Para verificar se há uma deficiência ou uma sobrecarga de ferro no organismo, é muito comum que o médico solicite um exame de ferritina. Esse exame mede a quantidade de ferro armazenada no corpo e pode dar uma boa ideia de como estão os níveis de ferro. Isso porque os níveis adequados de ferritina no sangue são capazes de prevenir tanto a deficiência quanto a sobrecarga de ferro, dosando as quantidades do mineral no organismo.

Além disso, segundo artigo científico publicado na Biochimica et Biophysica Acta em 2011, a ferritina é mencionada muitas vezes como um reagente de fase aguda, o que significa que ela é um marcador de inflamação aguda e crônica. Ou seja, seus níveis aumentam quando há uma condição inflamatória em curso.

Valor
de referência

Como pudemos ver, a ferritina sérica pode ser um teste útil para diagnosticar condições como anemia causada por deficiência de ferro e para identificar condições inflamatórias.

Os intervalos de referência considerados normais de ferritina sérica, ou seja, encontrada no sangue, são:

  • Homens: de 30 a 300 nanogramas por mililitro;
  • Mulheres: de 10 a 200 nanogramas por mililitro;
  • Crianças de 6 meses a 15 anos: de 7 a 140 nanogramas por mililitro;
  • Bebês de 1 a 5 meses: de 50 a 200 nanogramas por mililitro;
  • Bebês recém-nascidos: de 25 a 200 nanogramas por mililitro.

Um estudo publicado em 2011
no periódico Biochemical Biophysical Acta
afirma que os intervalos de referência de ferritina normal no sangue podem
variar dependendo do laboratório onde é feito o exame, mas que geralmente os
valores mencionados acima são os considerados normais. Além disso, os níveis de
ferritina tendem a aumentar com a idade e costumam ser mais altos em homens do
que em mulheres.

O que significam os resultados do teste?

Quando o corpo é submetido a
um estresse crônico ou problemas de saúde como inflamações e infecções, os
níveis de ferritina sérica aumentam. Já quando há uma baixa quantidade de
ferritina no sangue, o problema pode ser uma deficiência de ferro.

Ferritina Baixa

Segundo estudo de 2016
publicado no European Journal of Internal
Medicine
, embora seja um bom indicador dos níveis de ferro no organismo,
quando há uma infecção ou um processo inflamatório em curso no organismo, o
teste deixa de ser preciso e não é mais possível diagnosticar uma anemia, por
exemplo, apenas com base nos níveis de ferritina no sangue.

Em geral, valores de
ferritina sanguínea abaixo de 10 a 30 nanogramas por mililitro indicam
deficiência de ferro. A ferritina baixa é grave quando a pessoa é considerada
saudável e apresenta níveis menores do que 10 nanogramas por mililitro. Alguns
estudos sugerem que um nível de 40 nanogramas por mililitro é indicado para
excluir com certeza a deficiência de ferro do diagnóstico para pessoas
saudáveis e um nível de 70 nanogramas por mililitro deve ser considerado para
pessoas com inflamação ou doenças no fígado.

Outro ponto que deve ser
levado em consideração é que vegetarianos que não têm uma nutrição adequada
podem ter maior risco de desenvolver deficiência de ferro em relação a outras
pessoas.

São por motivos como esses
que a escolha de um bom profissional para avaliar seus exames é sempre muito
importante para analisar a ferritina alterada.

Sintomas de ferritina baixa

Os principais sintomas
relacionados a níveis baixos de ferritina incluem:

  • Fadiga;
  • Queda de cabelo;
  • Ansiedade;
  • Tontura;
  • Palidez;
  • Pulsação rápida;
  • Dor de cabeça
    crônica;
  • Fraqueza e
    cansaço muscular sem motivo aparente;
  • Irritabilidade;
  • Zumbido no
    ouvido;
  • Dor nas pernas;
  • Falta de ar.

Causas de ferritina baixa

Além da anemia, a ferritina baixa pode indicar outros problemas de saúde, tais como:

– Hipotireoidismo

Algumas alterações na
atividade da glândula tireoide podem estar associadas a baixos níveis de
ferritina no sangue. Segundo estudo publicado em 2013 no The American Journal of Medicine, o hipotireoidismo está
relacionado à anemia por deficiência de ferro e a níveis baixos de ferritina
sanguínea.

Além disso, estudos também
mostram que pacientes com tireoidite de Hashimoto têm os níveis de ferritina
aumentados após a normalização da função da tireoide.

– Fibromialgia

O ferro é muito importante
para a produção adequada de serotonina e dopamina, hormônios que quando em
falta podem causar a fibromialgia, doença que causa muita dor e fraqueza
muscular.

Estudos clínicos e análises
estatísticas mostram que apresentar níveis de ferritina abaixo de 50 nanogramas
por mililitro de sangue resulta em um risco até 6,5 vezes maior de desenvolver
fibromialgia.

– Transtornos de humor, depressão e ansiedade

De acordo com estudo
publicado em 2007 no European Journal of
Clinical Nutrition
, o nível médio de ferritina medido em estudantes foi
menor naqueles que sofriam de depressão do que os que não tinham sido
diagnosticados pela doença.

Além disso, outra pesquisa mais recente de 2013 publicada no periódico científico BMC Psychiatry concluiu que pacientes com deficiência de ferro medida por meio da ferritina sérica têm maior risco de desenvolver transtorno de ansiedade e outros distúrbios como o transtorno bipolar, por exemplo. Essas observações podem ser explicadas pelo nível mais baixo de hormônios como a dopamina e a serotonina quando há um quadro de deficiência de ferro.

– Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade

A redução dos níveis de
dopamina quando os níveis de ferro estão baixos também pode estar relacionada
com alterações comportamentais como o transtorno de déficit de atenção e
hiperatividade (TDAH) segundo pesquisa de 2010 do periódico Child Psychiatry and Human Development.

Segundo diversos estudos,
crianças com ferritina baixa apresentam problemas relacionados à falta de
atenção, impulsividade e hiperatividade.

Além disso, várias fontes da literatura científica, como o publicado em 2010 na revista científica Journal of Child and Adolescent Psychopharmacology, relatam a baixa quantidade de ferro no organismo de crianças diagnosticadas com TDAH.

Outras possíveis causas
incluem:

  • Doença de
    Parkinson;
  • Doença celíaca;
  • Deficiência de
    vitamina C que afeta a absorção de ferro;
  • Sangramento
    menstrual intenso;
  • Úlceras;
  • Inflamação no
    estômago ou condições que afetam a absorção de nutrientes;
  • Câncer no
    estômago, intestino delgado ou intestino grosso (cólon);
  • Hemorroidas.

Ferritina
alta

Quando consta no exame a ferritina elevada, pode ser que exista um excesso de ferro no organismo ou uma reação inflamatória em curso.

Um estudo publicado em 2010 no periódico Journal of Cell Science afirma que os níveis de ferritina aumentam quando há um estresse oxidativo no organismo. Segundo pesquisa de 2010 da revista Hepatology, tal aumento na ferritina não ocorre à toa e serve para aumentar substâncias pró-inflamatórias que servem para combater a inflamação.

O aumento na
ferritina também pode ser um sinal de alerta para o organismo de que existe uma
sobrecarga de ferro, podendo indicar doenças como a hemocromatose ou a
hemossiderose.

Uma pesquisa de 2011 publicada no Biochimica et Biophysica Acta sugere que níveis de ferritina mais altos do que 1000 nanogramas por mililitro de sangue podem indicar uma infecção ou doenças graves como o câncer. Mas não é preciso observar níveis tão altos no exame para saber se algo vai mal, já que acima de 200 para mulheres e 300 nanogramas por mililitro para homens já é sinal de alguma inflamação.

Sintomas de ferritina alta

Os principais sintomas de
ferritina alta incluem:

  • Dor de estômago;
  • Fraqueza inexplicável;
  • Dor nas
    articulações;
  • Palpitações;
  • Dores no peito.

Causas de ferritina alta

As principais causas de ferritina alta no sangue são condições inflamatórias. Isso porque, segundo estudo recente de 2016 publicado no International Journal of Molecular Sciences, as citocinas pró-inflamatórias como a interleucina-1-beta e o fator de necrose tumoral alfa estimulam a produção de ferritina durante a inflamação ou infecção.

Algumas das causas incluem:

– Doenças hepáticas

As células do fígado
armazenam ferritina. Desta forma, quando o fígado está danificado por algum
motivo, a ferritina armazenada no órgão pode escapar, levando ao aumento dos
níveis de ferritina no sangue.

– Abuso de álcool

A ingestão de bebidas alcoólicas está relacionada com altos níveis de ferritina, de acordo com estudo de 2013 publicado na revista científica PLoS One. Essa condição é mais observada em pessoas que abusam do álcool, já que segundo estudo de 2016 publicado no periódico International Journal of Molecular Sciences, os níveis de ferritina tendem a cair drasticamente quando há abstinência alcoólica.

– Anemia da doença crônica

Engana-se quem acredita que anemia é sinônimo de deficiência de ferro. No caso da anemia da doença crônica, há ferro disponível inclusive em excesso, mas ele é “sequestrado” e não pode ser utilizado para a produção de glóbulos vermelhos.

– Hemocromatose

A hemocromatose é uma doença
genética em que há uma sobrecarga de ferro no organismo. Nessa doença, a
absorção diária de ferro através dos alimentos é maior do que a quantidade
necessária, fazendo com que haja um excesso. Esse excesso pode causar problemas
em vários órgãos devido ao acúmulo do mineral em locais como o fígado, o
coração, as articulações e os testículos, por exemplo.

Trata-se de uma condição
mais comum nos homens já que as mulheres acabam eliminando um pouco de ferro
durante a menstruação. Alguns sintomas podem se manifestar como disfunção sexual,
dores articulares, fraqueza no coração, diabetes, perda de peso, cirrose
hepática, fadiga e escurecimento da pele.

Outras possíveis causas de ferritina alta no sangue são:

  • Obesidade;
  • Doença renal
    crônica;
  • Artrite
    reumatoide e outras doenças autoimunes;
  • Alguns tipos de
    câncer;
  • Vários tipos de
    infecções;
  • Porfiria;
  • Doença de
    Graves;
  • Diabetes do tipo
    2;
  • Síndrome
    metabólica;
  • Hipertireoidismo;
  • Linfoma de
    Hodgkin;
  • Múltiplas
    transfusões de sangue.

Como
é feito o teste de ferritina?

O teste de ferritina
consiste em coletar uma pequena amostra de sangue para análise da ferritina
sérica. O jejum não é obrigatório, mas geralmente é solicitado para melhorar a
precisão do resultado do exame. Geralmente, é solicitado um jejum de 8 a 12
horas antes de coletar o sangue.

Para complementar o diagnóstico, é possível que o médico peça um exame para medir também os níveis de ferro e um teste de capacidade total de ligação de ferro, que serve para medir a quantidade de transferrina (também responsável pelo transporte de ferro) no organismo.

Esses testes adicionais são essenciais para diagnosticar condições de saúde em que a ferritina é alta, como na hemocromatose hereditária, em que a saturação de transferrina (que é a razão entre a quantidade de ferro e a quantidade de transferrina) é crucial para a identificação da doença.

Pessoas com hemocromatose apresentam uma saturação de transferrina acima de 45%. Se a saturação for menor que isso, é possível descartar a hemocromatose e considerar outras possíveis causas de ferritina elevada.

Como tratar

O tratamento logicamente vai depender do diagnóstico, ou seja, se o paciente apresenta ferritina baixa ou elevada.

Tratamento para aumentar a ferritina baixa

– Suplementos de ferro

Segundo estudo publicado em 2014 no periódico Nutrition Journal, a suplementação durante 90 dias com 30 miligramas diários de ferro aumentou os níveis de ferritina em estudantes com ferritina baixa.

Em geral, os complexos de ferro polimaltosados ou polipeptídeos de ferro heme são mais seguros e bem tolerados do que suplementos de ferro compostos por sulfato ferroso, gluconato ferroso e fumarato ferroso, que podem causar efeitos colaterais como desconfortos gastrointestinais, principalmente em pacientes que apresentam síndrome do intestino irritável.

Outro suplemento usado é a
lactoferrina, que apresenta altos níveis de ferritina em sua composição. Em
casos de deficiência mais graves, é possível a suplementação intravenosa de
ferro.

– Vitamina C

A vitamina C é muito importante para aumentar a biodisponibilidade do ferro através da alimentação. Além disso, a absorção de vitamina C induz a produção de ferritina no organismo mesmo que o indivíduo não tenha ingerido alimentos ricos em ferro.

Ou seja, se o corpo está deficiente em vitamina C, é muito provável que também exista deficiência de ferro e ferritina.

– Vitamina A e betacaroteno

Embora ainda não seja unanimidade
entre os cientistas, descobertas recentes indicam que o uso simultâneo de
suplementos de ferro com vitamina A ajuda a prevenir a anemia por deficiência
de ferro de acordo com publicação de 2013 do periódico Nutrients.

Já o betacaroteno parece aumentar a
absorção de ferro e superar os efeitos inibitórios de compostos como os
polifenóis, os taninos e os fitatos que prejudicam a absorção do mineral.

– Frutose

Há evidências científicas de que açúcares simples como a glicose e especialmente a frutose podem aumentar a biodisponibilidade do ferro no organismo. No entanto, mais estudos ainda são necessários para afirmar que tomar suplementos de ferro com uma fruta, por exemplo, pode ser mais eficaz.

– Outras dicas

Também há algumas evidências de que o ácido cítrico, a L-alanina e o cobre podem auxiliar no aumento dos níveis de ferritina. Segundo estudo de 2004 do International Journal for Vitamin and Nutrition Research, adicionar 1 grama de ácido cítrico em uma refeição que já contém pelo menos 3 miligramas de ferro pode aumentar a absorção do mineral.

Já de acordo com estudo do periódico Biochemical and Biophysical Research Communications, aumentar a ingestão de L-alanina aumenta os níveis de ferritina. E, por fim, uma pesquisa de 2005 publicada na revista científica The Journal of Nutrition mostra que uma deficiência de cobre pode diminuir a absorção de ferro em ensaios feitos com animais.

O que comer quando a ferritina está baixa?

Uma das melhores formas de aumentar o
estoque de ferro e ferritina no organismo é através da dieta. O ferro na dieta
pode ser obtido em 2 formas: o ferro heme, abundante em carnes, aves e peixes e
o ferro não-heme, encontrado principalmente em plantas.

Segundo estudo do periódico Gut de 2004, a absorção de ferro
não-heme está diretamente relacionada com a presença de ácido estomacal e
vitamina C. Além disso, inibidores como polifenóis e ácido fítico podem
prejudicar a absorção do nutriente. Assim, ter uma nutrição balanceada é
essencial para que essa forma de ferro seja bem aproveitada pelo organismo. Já
o ferro heme é liberado e absorvido após a digestão da mioglobina presente nas
carnes de origem animal.

Assim, é essencial incluir alimentos ricos em ferro para melhorar tanto o estoque de ferro quanto a quantidade de ferritina sérica. Tais alimentos incluem vegetais de folhas verdes, aveia, cereais, feijão, cacau e chocolate amargo, gérmen de trigo, carnes, nozes, tofu, abóbora e fígado.

Também é importante incluir alimentos que contenham vitamina C, vitamina A, betacaroteno, frutose, cobre e alanina em quantidades balanceadas dentro de um plano alimentar saudável.

Tratamento para reduzir a ferritina alta

– Quelantes

Medicamentos quelantes são aqueles que são capazes de se ligar ao ferro em excesso e eliminá-los do organismo. No entanto, uma série de efeitos adversos podem ser observados durante o tratamento e nem sempre ele é a melhor opção.

– Exercício físico

Segundo estudo de 2014 publicado no European Journal of Applied Physiology, a ferritina aumenta imediatamente após o exercício físicos, mas retorna aos níveis normais algumas horas depois. O fato interessante é que outro estudo da mesma revista científica concluiu que, a longo prazo, a prática regular de atividade física (especialmente de atividades aeróbicas como a corrida) reduz os níveis de ferritina.

– Outros medicamentos

A ferritina alta muitas vezes está associada a alguma condição de saúde como a hemocromatose ou alguns tipos de câncer. Nesses casos, o remédio recomendado pelo médico vai depender da causa dos níveis de ferritina alterada.

De acordo com estudo publicado em
2016 no periódico Menopause, o
risedronato também pode ser usado para reduzir significativamente os níveis de
ferritina em mulheres na pós-menopausa diagnosticada com osteoporose e com
risco de problemas cardiovasculares.

A aspirina também parece reduzir os níveis de ferritina no sangue devido à sua ação anti-inflamatória.

Ao tratar a causa específica e adotar
uma dieta adequada, os níveis séricos de ferritina devem voltar ao normal.

O que comer quando a ferritina está alta?

Como o excesso de ferro não pode ser eliminado pelo organismo, se a absorção de ferro não estiver bem regulada, pode ocorrer sobrecarga de ferro e toxicidade. Desta forma, é muito importante saber o que comer para evitar uma sobrecarga ainda maior quando os níveis de ferritina sérica já estão altos.

1. Café

Estudos como os publicados em 2011 e 2016 nos periódicos científicos International Journal of Food Sciences and Nutrition e no Journal of the American College of Nutrition, respectivamente, mostraram que mulheres grávidas que consomem muito café têm tendência de apresentar menores quantidades de ferro no organismo. Esses e outros estudos indicam que o café interfere na absorção do ferro e pode então ser um aliado na hora de controlar níveis altos de ferritina no sangue.

2. Chá verde

O chá verde contém taninos e
polifenóis em sua composição que inibem a absorção de ferro. Assim, ele pode
ser usado para ajudar no controle dos níveis de ferritina no sangue.

Porém, estudos como o publicado em 2002 no European Journal of Clinical Nutrition indicam que o chá não interfere na ferritina de adultos saudáveis, causando uma redução nos níveis de ferritina apenas em pessoas com deficiência ou sobrecarga de ferro.

Outros chás ricos em polifenóis que podem reduzir a absorção de ferro são o chá preto, o chá de hortelã-pimenta e o chá de camomila. Assim, pessoas que já têm deficiência no nutriente devem evitar o consumo de chás.

3. Fibra

A fibra também prejudica a absorção de ferro. A ingestão de alimentos ricos em fibras deve ser priorizada para ajudar a reduzir os níveis altos de ferritina no sangue.

4. Grãos integrais

Ricos em ácido fítico, um potente inibidor da absorção de ferro, os grãos integrais podem ajudar a controlar os níveis de ferritina alta. Além dos grãos, o ácido fítico é encontrado em alimentos como feijões, nozes e sementes.

5. Cálcio

Alimentos que contêm cálcio como os produtos lácteos podem reduzir a absorção de ferro pelo organismo.

Conforme estudo de 2013 feito com mulheres na Nova Zelândia, uma dieta rica em leite e iogurte aumentou o risco de redução dos níveis de ferro. Além disso, uma pesquisa de 2016 do Journal of the American College of Nutrition, indica que gestantes que consumiram leite de vaca ao menos 3 vezes por semana apresentaram níveis reduzidos de ferro e ferritina no organismo.

6. Outros minerais

O zinco é um mineral muito importante
para a nossa saúde e que pode interferir na absorção de ferro. Outros minerais
que podem prejudicar a absorção de ferro e ajudar a reduzir a concentração de
ferritina no sangue são o manganês e o magnésio.

7. Curcumina

Diversos estudos realizados com animais indicam que a curcumina, um polifenol encontrado na cúrcuma, acaba se ligando ao ferro em excesso e reduzindo os níveis de ferro e ferritina nos animais.

8. Doação de sangue

Uma maneira muito legal de reduzir os
níveis de ferritina no sangue é através da doação de sangue. Segundo artigo
publicado em 2015 na revista científica Transfusion
and Apheresis Science
, os níveis de ferritina são reduzidos em pacientes
que doam sangue com regularidade.

9. Terapia hormonal

A terapia hormonal com progesterona ou
estrogênio pode ajudar a reduzir a ferritina. O estrogênio por si só parece
diminuir os níveis de ferritina. Já quando o estrogênio é usado em conjunto com
a progesterona, parece haver uma redução ainda maior.

No entanto, qualquer tipo de terapia
hormonal deve ser indicada por um médico.

Dicas finais

Uma vez que os níveis de ferritina tenham se normalizado, é preciso tomar cuidado para não perder ferro demais e acabar com uma deficiência ou com uma sobrecarga do mineral.

Além disso, embora níveis altos de
ferritina indiquem infecções, alguns tipos de infecções também causam redução da
ferritina e é preciso um diagnóstico adequado para identificar a real causa do
problema.

O ideal é consultar um médico de
confiança e um nutricionista durante o tratamento para evitar novos problemas e
ter sempre uma dieta saudável e equilibrada aliada com a prática frequente de
atividades físicas.

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