O que é Glicina ? Benefícios e Efeitos Colaterais 2019

A glicina é um aminoácido, sendo um componente demasiadamente importante para a composição das proteínas dos seres vivos. O mesmo é codificado pelos códons (que nada mais são do que uma sequência de bases nitrogenadas) GGG, GGA, GGU e GGC. Como a estrutura dele é relativamente simples, este componente possui a tendência de ser armazenado em proteínas simples, como a hemoglobina, mioglobina e o citrocomo c, sendo ele o único de seu grupo que não apresenta isomerismo (possui a mesma fórmula molecular de outro componente, mas possui uma estrutura molecular distinta). Uma das proteínas que possui uma maior quantidade de glicina em sua constituição é o colágeno (onde o mesmo constitui um terço da proteína).

A presença deste aminoácido inibe a formação de algumas estruturas nas proteínas, mas coíbe a formação de outras, devido a mesma apresentar um elevado grau de flexibilidade quando ele se encontra em uma cadeia polipeptídica. A glicina apresenta quatro funções fisiológicas, onde a mesma pode atuar como: neurotransmissor, elemento estrutural, intermediário biossintético e pode ainda atuar na fotorrespiração.

COMO FUNCIONA O AMINOÁCIDO GLICINA?

É um aminoácido não essencial, ou seja, o organismo consegue sintetizá-la a partir de outro aminoácido, a serina. Como aminoácido, a glicina é uma fonte importante de nitrogénio para a síntese de aminoácidos não essenciais no organismo, por processos de aminação. Este aminoácido serve, portanto, para criar estruturas proteicas, necessárias para inúmeros processos metabólicos, como, por exemplo, as enzimas e constituição de proteínas. A glicina também apresenta atividade neuromoduladora e neurotransmissora, além de possuir o seu próprio sistema de sinalização e consegue atuar sobre estruturas cerebrais importantes, como o tálamo, o cerebelo e o hipocampo.

Ela pode desempenhar tanto um papel inibitório como excitatório, sendo importante para a transmissão de sinais nervosos, contribuindo para a agilidade cognitiva e para a adequada formação das estruturas de memorização. Além de contribuir para a comunicação nervosa no cérebro, este componente também melhora a qualidade do sono, combate a falta de energia e previne a ocorrência de fadiga. Por transmetilação, a glicina dá origem à creatina, juntamente com a ajuda de outros dois aminoácidos, sendo eles: a metionina e a arginina (a creatina é um agente energético importante e promotor da contração e desenvolvimento muscular). Como a glicina contribui para a síntese de creatina, a sua suplementação é importante para prevenir a degradação muscular, a fadiga e a perda de massa muscular. Este suplemento ajuda os praticantes de atividades físicas a preservarem e desenvolverem a massa muscular, além de contribuir para melhorar a performance durante a atividade.

QUAL A FUNÇÃO DESTE AMINOÁCIDO?

A principal função deste componente é a regulamentação da glicose no sangue o que, em alguns casos, pode trazer uma melhora significativa aos níveis de energia e ao combate à fadiga, além disso, fornece também ao corpo humano, a glicose necessária para a realização de funções metabólicas. Dentre outras funções exercidas pela glicina compreendem a redução da ansiedade e da depressão, a melhora na concentração e na participação na formação do DNA, do RNA e da síntese de colágeno e da creatina. Com todas estas características, a mesma influencia no crescimento muscular, no funcionamento cerebral, do sono e da digestão. Alguns estudos preliminares ligam à glicina com a prevenção do câncer, em um papel coadjuvante, a exemplo de casos de melanoma. Pesquisadores observaram o aminoácido como inibidor do crescimento tumoral em ratos de laboratório, além também de exercer função antioxidante se ingerido regularmente.

Quanto à ingestão de glicina por alimentos de origem animal, ela pode ser encontrada em carnes bovina, peixes, frango, queijo, leite e derivados, ovos, lentilha, grão de bico, feijão, proteína isolada de soja, entre muitos outros alimentos. Também existe a possiblidade de ingestão através de suplementação, com dose variando a partir dos objetivos específicos e da orientação médica.

QUAIS OS BENEFÍCIOS DA GLICINA?

Sendo ela um dos aminoácidos mais versáteis, o seu consumo é indispensável para uma série de processos metabólicos; diversos estudos comprovaram que os níveis adequados de ingestão do aminoácido estão associados a uma série de benefícios não só à boa forma como também para a saúde. Alguns exemplos dos benefícios proporcionados por sua ingestão são:

Ganho de massa muscular: A glicina por si só não estimula a síntese de proteínas, mas ela pode ser uma aliada do processo de maneira indireta. Existem evidências científicas que relacionam o consumo de glicina em conjunto com a glicose a uma diminuição de até 50% nos níveis de glicose sanguínea, e isso parece ocorrer sem grandes alterações na concentração de insulina no sangue. Esse fato se deve a uma melhora da sensibilidade à insulina, que passa a estar conectada à atuação da glicina na remoção da glicose do sangue para dentro das células. O resultado desse mecanismo é que a glicina acaba aumentando o impacto fisiológico da insulina, hormônio indispensável para o crescimento muscular. Além de ajudar o corpo a repor os estoques de glicogênio muscular e hepático, a insulina também estimula a entrada de aminoácidos nas células musculares. Mais glicogênio significa mais energia para os treinos e para a recuperação das fibras musculares, dois fatores essenciais para o ganho de massa muscular.

Além deste fato relacionado a insulina, algumas pesquisas divulgadas nos últimos anos têm sugerido que a suplementação com aproximadamente sete gramas de glicina pode aumentar consideravelmente os níveis de hormônio do crescimento de três a quatro horas após o treino. Portanto, quando a mesma é combinada com treino de força e resistência, a suplementação com glicina pode elevar os níveis de GH (hormônio responsável pelo crescimento) naturalmente. O GH é um hormônio altamente anabólico que mantém a massa magra ao mesmo tempo em que aumenta o metabolismo e estimula a queima de gordura como fonte de energia para os treinos.

A atuação do hormônio do crescimento na queima de gordura se traduz em uma menor utilização do glicogênio durante os exercícios, já que a gordura estará servindo como combustível para as células. Isto irá permitir que você treine com mais intensidade e por mais tempo. Outro benefício da glicina para quem pratica musculação: o aminoácido é um componente do grupo heme que compõe a hemoglobina, uma proteína que está presente nas hemácias, sendo elas por sua vez responsáveis pelo transporte de oxigênio e outros nutrientes para as fibras musculares (uma concentração maior de nutrientes acelera a recuperação e estimula o crescimento dos músculos).

A glicina é um dos aminoácidos necessários para a síntese de creatina, nutriente que fornece energia para os músculos, ou seja, se houver uma ingestão regular deste componente, ocorrerá uma elevação dos níveis de creatina na circulação, que poderá resultar em ganhos de força e massa muscular.

Problemas de insônia: Para quem tem dificuldades para dormir, a glicina pode ser uma boa opção, já que um de seus principais benefícios é exatamente a melhora do sono.

Sistema nervoso central: Outra conhecida propriedade da glicina é sua atuação no sistema nervoso. O aminoácido influencia a produção de uma série de neurotransmissores, que garantem o funcionamento adequado do cérebro e das emoções. Consumir glicina regularmente pode auxiliar no controle do humor, melhorar o foco, a memória e até mesmo a disposição para as atividades diárias.

Função antioxidante: Cerca de um terço de todo nosso colágeno é formado por glicina. Quando consideramos que o colágeno é essencial para a manutenção do tecido conjuntivo, que sustenta e mantém a firmeza da pele, devemos considerar que o consumo de glicina é muito importante, já que ele constitui um terço desta proteína (colágeno).

COMO USÁ-LO?

A glicina pode ser ingerida das seguintes formas:

Via oral: deve ser administrado em uma quantia inferior a 3000 mg por dia, sendo o mesmo ingerido com algum na forma de comprimidos, ou além disso, pode ser inserido sob a língua para dissolução e maior absorção do componente.

Aplicação cutânea: deve ser ministrado o uso da substância em cremes contendo no máximo 10 mg do componente, sendo utilizado no máximo duas vezes ao dia.

QUAIS OS EFEITOS COLATERAIS?

Em geral, a glicina costuma ser um suplemento de fácil adaptação em relação ao seu consumo, além de ser bastante tolerável pela maioria de seus usuários quando ingerida por via oral ou sob outras formas de utilização. Casos raros de hipersensibilidade e reações alérgicas foram relatados, além de alguns relatos de efeitos colaterais gastrointestinais como fezes amolecidas, náuseas, vômitos e dores de estômago. Já a suplementação por gestantes só deve ser feita sob orientação de um profissional, pois não se tem estudos suficientes sobre seu uso nessas condições.

QUAIS AS CONTRAINDICAÇÕES?

A única contraindicação ao uso da glicina, de acordo com as instruções, é para pessoas que apresentam uma sensibilidade à sua composição base ou a qualquer componente auxiliar.

ONDE ENCONTRAR?

Apesar da glicina ser encontrada facilmente em diversos alimentos, as suas dosagens são consideravelmente baixas, por isso muitos optam por buscar a suplementação pelo fato de apresentar um uso mais prático. Na forma de suplemento, a glicina pode ser encontrada em diversas lojas especializadas neste tipo de serviço, além de diversos sites, onde deve-se atentar a qualidade do produto e a confiabilidade do estabelecimento ou loja, não se esquecendo que o aconselhamento médico especializado é indispensável antes de começar a utilizar qualquer tipo de suplementação.

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